Clube das Puta

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Vamos começar dizendo que todos os personagens desta pequena novela realmente existem/existiram, porém substituí a maioria dos nomes por algo similar por não querer ninguém inventando moda pra cima de mim.

E se se identificarem e se sentirem ofendidos de alguma maneira, mesmo que não haja motivo algum para tanto, penso eu, afinal de contas ninguém liga tanto assim pra você (e muito menos pra mim), bom, como diria Alex Antunes: “que sirva de alguma coisa”.

O mesmo Alex Antunes que mudou a minha vida aos 16 anos de idade quando li seu “A estratégia de Lilith”. Na contracapa sua foto de olhos insanos, rabo de cavalo, batom, barba de bêbado, pele pegajosa e fumando um charuto: confesso que foi por causa daquilo que comprei o tal do livro, e daí decidi a partir daquele momento que queria me tornar um escritor; tenho comido muita poeira e desperdiçado a minha vida com uma série de coisas inúteis desde então. Era escrito em primeira pessoa e — não lembro se havia um auterego ou se era Alex narrando Alex mesmo — o sujeito parecia ser um grande jornalista bêbado fodão comedor em seu romance. Um Don Juan contemporâneo blasé letrado para quem todas as mulheres queriam dar.

Só depois de muitos livros saquei que aquela era a ideia mais batida do universo.

Depois dessa bobagem de “é melhor errar do que nunca tentar”, obviamente.

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